Thursday, November 7, 2024

Teoria do não-objeto

O texto começa apresentando a visão histórica do não-objeto, o caminho traçado até a definição dele. Tudo se inicia com o objeto ganhando mais importância que a figura em si, resultando na luta contra ele - como por exemplo o caso da escultura, que perde sua base (equivalente à moldura de um quadro) na tentativa de evitar a objetificação - e consequentemente na designação do não-objeto.

Nos parágrafos finais o autor caracteriza o não-objeto. Ele o define como "um objeto especial em que se pretende realizada a síntese de experiências sensoriais e mentais". Através disso entendo que o não-objeto não é um antiobjeto, mas sim algo além de um objeto. Um objeto interativo, que necessita do contato e da inserção para ser designado; que não representa nada, apenas é, apresenta si próprio, se funda em si mesmo; que não se esgota nas referências de uso e sentido, pode ser descoberto e redescoberto, lido e experimentado de diversas formas.

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